viernes, 28 de marzo de 2008

CASTRO DO MONTE PADRÂO ( SANTO TIRSO )

"O Monte Padrão é um dos mais importantes e extensos povoados proto-históricos romanizados da bacia do Ave. A sua ocupação remonta ao “Bronze Final”, documentada pelo achado de cerâmicas e outros materiais com cronologia entre os séculos IX e VII antes de Cristo.
Durante a Idade do Ferro o desenvolvimento do castro levaria à construção de habitações em pedra com a característica planta circular, por vezes com vestíbulo ladeando a entrada, de que podem ver-se actualmente diversos exemplares. Desta fase, igualmente, data um imponente sistema defensivo, encontrando-se escavado um longo tramo da muralha que coroava a acrópole, podendo ainda adivinhar-se mais duas linhas de muralhas nos taludes e plataformas situados a cota inferior.
O povoado castrejo conheceu depois uma notável reorganização urbana com a romanização, o que se comprova pela descoberta de vários edifícios de tipologia arquitectónica clássica, com diversos compartimentos estruturados em torno de pátios centrais, dos quais o melhor conservado se situa numa plataforma a Poente do castro. A localização do aglomerado junto
a uma via romana que ligava o Porto (Cale) à estrada Braga-Mérida deverá ter contribuído para esta intensa ocupação, continuada até aos finais do Império.
Durante a época medieval instalou-se no local um mosteiro ligado ao de Celanova (Orense) e que esteve activo até à Idade Moderna. Destas construções e do amplo cemitério associado podem também observar-se vestígios no Monte Padrão.
O Castro do Monte Padrão é monumento nacional e está presente a ser alvo de um projecto de valorização. Acede-se ao sítio arqueológico, a partir de Santo Tirso, pela estrada nº 104 (Santo Tirso – Guimarães), devendo de seguida tomar-se a estrada nº 319, no sentido de Paços de Ferreira. No percurso encontrar-se-ão placas indicadoras da estação arqueológica. " ( M. Silva)

Nota.- Dos amplias panorámicas del área excavada del poblado castreño con clara influencia romana en su ordenamiento urbanístico